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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ARTIVISMO: INTERVENÇÕES URBANAS E ARQUITETURA POPULAR


Imargem e o coletivo Walking Gallery, fazem parte da programação do Artivismo, no 
Sesc Pompeia

Participe!! 


Inscrições: http://oficinas.sescsp.org.br/curso/intervencoes-urbanas-e-arquitetura-popular



Imargem: arte, meio ambiente e convivência

Às margens da represa Billings e de sua ocupação está o berço Imargem. Amantes das Artes, da Natureza e das Relações Humanas, decidimos ampliar nossa rede de afetos, vontades e atividades. Por isso, a necessidade de criar e proporcionar novos espaços para fazer, pensar e viver do jeito que nos parece mais potente, juntos!

Nossos manifestos são Manifestões, celebração de nossas inquietações, palco para a expressão de nossa etnobiodiversidade e de nossas criações. Não satisfeitos, colocamos a mão na massa com a Horta Coletiva, os Mutirões Culturais e os Cines Ladeira. Tudo isso muito bem amparado por um processo parte pedagógico e parte amador, parte engajado e parte aberto ao acaso, repleto de dúvidas e desafios compartilhados.


Traçamos e alcançamos destinos nos itinerários que ganharam força durante a caminhada; deixamos nossas marcas em Murais Graffiti, Murais Mapas e Lixeiras Obras; procuramos novos caminhos com o Flutuante Marginal, com as Trilhas Urbanas e as Trilhas Verdes; articulamos Rodas de Conversa e Círculo de História; dialogamos com a cidade através do Ambulante Marginal e dos Cortejos.

Enlaçamos fatos e lembranças no Mural Memória, para que cada habitante ali se sinta parte da História, representando num traço, numa palavra ou em outras pegadas, outros vestígios, rastros invisíveis ainda mais fortes e duradouros, laços de amizade, cooperação e respeito, sementes de sonhos possíveis.

Trazemos um mapa desse percurso com pistas do porvir e um convite:
Chega junto e se descubra um Agente Marginal*!


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Projeto Imargem realiza Vivências Participativas do Projeto Cartograffiti junto com o Ônibus Hacker


Nos próximos dias 21 e 22 de setembro o Projeto Imargem, em parceria com o Ônibus Hacker, promovem “Vivências Participativas” na ótica do Projeto Cartograffiti. O evento tem como objetivo promover a visitação em alguns dos murais produzidos durante o projeto, debatepapos dos Lugares e nos Não Lugares da cidade de São Paulo, exposições e espaços de convivência. Tudo isso junto com pessoas que vivem e pensam a cidade.


No 21 de setembro, sábado, a partir das 10h os artistas começam um Live Painting no Ônibus Hacker, seguindo com uma roda de conversa sobre arte na cidade e oficinas, na Praça Mal. Cordeiro de Farias - Av. Paulista com a Rua Minas Gerais. No dia 22, domingo, faremos um “Rolê Cartograffiti” por alguns dos murais do projeto, o Ônibus Hacker sai da Estação Carandiru do metrô às 10h, chegando na Ilha do Bororé, extremo sul da cidade, para um Debatepapoético, música e graffiti. Os passageiros do rolê já foram escolhidos através da chamada pública divulgada.

O Projeto Cartograffiti é realizado por meio do Edital Arte na Cidade da Secretaria Municipal de Cultura, idealizado pelo artista Mauro Neri. O projeto consiste em uma série de intervenções em 21 locais estratégicos, em um recorte específico do mapa da cidade de São Paulo. A proposta uniu outros renomados artistas representantes da cena Street Art local para investigar e explicitar cartograficamente aspectos, estéticos e conceituais da megalópole paulistana, cidade referencia em arte urbana no mundo.

As ações do Cartograffiti são organizadas e inspiradas no âmbito conceitual do Projeto Imargem que organizadas em eixos temáticos, arte, meio ambiente e convivência, leva em conta a paisagem local, as áreas de proteção ambiental como nos seus canais e reservatórios hídricos, o fluxo nos principais corredores viários e a mobilidade urbana, criando paralelos entre o espaço povoado e o isolamento as interlocuções com os passantes da cidade como lugar de convívio.

Programação - Rolê Cartograffiti

21 de setembro (sábado)
- a partir das 10h - Live Painting no Ônibus Hacker
- 16h - Roda de conversa sobre arte na cidade e oficinas

Local: Pça Mal. Cordeiro de Farias - Av. Paulista com a Rua Minas Gerais

22 de Setembro (domingo)
- 9h – concentração na Avenida Cruzeiro do Sul com a Rua Eulália, próximo a Estação Carandiru do metrô, sairemos com o Ônibus às 10h. Os passageiros já foram escolhidos através da chamada pública divulgada há 3 semanas.
- Chegada na Ilha do Bororé às 15h – com Debatepapoético, música e graffiti

Qualquer dúvida, mudança de plano ou contribuições, por favor, mande e-mail, estaremos atentos!

Informações:

imargem.imagemdamargem@gmail.com

Saiba mais sobre o Cartograffiti:http://www.projetocartograffiti.blogspot.com.br/

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Imargem: arte, meio ambiente e convivência


Às margens da represa Billings e de sua ocupação está o berço Imargem. Amantes das Artes, da Natureza e das Relações Humanas, decidimos ampliar nossa rede de afetos, vontades e atividades. Por isso, a necessidade de criar e proporcionar novos espaços para fazer, pensar e viver do jeito que nos parece mais potente, juntos!
Nossos manifestos são Manifestões, celebração de nossas inquietações, palco para a expressão de nossa etnobiodiversidade e de nossas criações. Não satisfeitos, colocamos a mão na massa com a Horta Coletiva, os Mutirões Culturais e os Cines Ladeira. Tudo isso muito bem amparado por um processo parte pedagógico e parte amador, parte engajado e parte aberto ao acaso, repleto de dúvidas e desafios compartilhados.
Traçamos e alcançamos destinos nos itinerários que ganharam força durante a caminhada; deixamos nossas marcas em Murais Graffiti, Murais Mapas e Lixeiras Obras; procuramos novos caminhos com o Flutuante Marginal, com as Trilhas Urbanas e as Trilhas Verdes; articulamos Rodas de Conversa e Círculo de História; dialogamos com a cidade através do Ambulante Marginal e dos Cortejos.
Enlaçamos fatos e lembranças no Mural Memória, para que cada habitante ali se sinta parte da História, representando num traço, numa palavra ou em outras pegadas, outros vestígios, rastros invisíveis ainda mais fortes e duradouros, laços de amizade, cooperação e respeito, sementes de sonhos possíveis.
Trazemos um mapa desse percurso com pistas do porvir e um convite: Chega junto e se descubra um Agente Marginal*!
Todo o processo do Projeto com os Agentes Marginais disponível no blog 
http://agentesmarginais.blogspot.com.br/.





















*nome do coletivo do projeto, são aqueles que agem a partir da margem das cidades.

sábado, 1 de junho de 2013

Imargem participa da 3° Edição da Virada Sustentável


Este ano o Projeto Imargem participará da 3° edição da Virada Sustentável, com visitas monitoradas, exibição de vídeos e debatepapos. As atividades ocorrerão no dia 9 de junho das 10h às 17h, no Grajaú e na Ilha do Bororé.

As visitas monitoradas tem início nos murais produzidos no 10° Encontro Niggaz de Graffiti, que ocorreu nos dias 25 e 26 de maio, no Grajaú, próximo a 1° balsa da Ilha do Bororé. Outras visitas ocorrerão para o público conhecer as obras produzidas pelos agentes marginais e pelo projeto Cartograffiti.

Os vídeos vão anteceder os debatepapos, um sobre o Projeto Cartograffiti e o outro com o vídeo-documentário "Com Vivências Marginais", resultado do projeto FEMA.

O ponto de encontro para as visitas monitoras será na Praça entre a Avenida Dona Belmira Marim e a Estrada do Sangrilá - próximo a rotatória do Jardim Eliana, a partir das 10h.



sábado, 18 de maio de 2013

Imargem promove pré-estréia do documentário "Com Vivências Marginais"


O coletivo Imargem promove neste domingo, dia 19 de maio, a pré-estreia do vídeo-documentário “Com VIVÊNCIAS MARGINAIS”, de Irene Tobón Restrepo, resultado de um longo processo de convivência durante o Projeto Imargem: Arte, Meio Ambiente e Convivência.
O vídeo inédito será exibido às 18hs na sede do Vento em Popa – Rua Nove de Setembro, 88, Jardim Gaivotas, Grajaú.
Também será divulgado o vídeo “Imargem na Terra”, fruto de um trabalho para difundir a Carta da Terra em ação com os Agentes Marginais; haverá exposiçao das obras dos artistas do Imargem, um Círculo de Conversa sobre o Projeto Imargem e microfone aberto.




terça-feira, 9 de abril de 2013

NIGGAZ: AS DISTÂNCIAS INTRANSPONÍVEIS



Por Sérgio Franco

Falar do Niggaz sem cruzar a trajetória de artista com a biografia nos distancia de um dos maiores méritos de seu processo de criação: a conexão da vida com a obra. Ele sempre soube tirar o melhor partido da experiência que teve, projetando-a com toda potência na expressividade plástica. Gustave Flaubert, abordando este processo, também vai encorajar o pintor Ernest Feydeau a fazer uma pintura no leito de morte de sua esposa. Em uma carta vai dizer: “Você viu e vai ver belos quadros, e poderá fazer bons estudos. E pagá-los caro. Os burgueses mal desconfiam de que lhes servimos o nosso coração. A raça dos gladiadores não está morta: todo artista é um deles. Diverte o público com suas agonias.”[1]

O Niggaz por sua vez, não registrou a dor dos outros como foco de sua expressão, mas a própria, maquiada numa ficção. Recriou o mundo para ele fazer sentido, diminuindo o absurdo da existência para um jovem de periferia com um talento descomunal. A sua inadequação é para nós um índice de como se acolhe um jovem da periferia numa realidade distinta da sua origem.

Alexandre Luis da Hora Silva, Niggaz, faleceu aos 21 anos, em 29 de abril de 2003, nas águas da Represa Billings, antes disso deixou uma obra que marcou o seu tempo, o que havia de vida nele permanece entre nós. Para nós que não entendemos o que se passou para haver este destino trágico, fica a pergunta: como um jovem dotado de tais poderes mágicos de criatividade pudera ter encontrado morte prematura?

Niggaz no Beco Aprendiz

Objetivamente, jamais poderemos dar precisão para este desfecho, mas por sua trajetória podemos encontrar um sentido para sua obra. Por meio dela, emergem características importantes de uma vida na metrópole, vista e vivida por um sujeito oriundo da sua margem: Jardim Eliana (Grajaú – Zona Sul), na periferia da cidade, lugar onde cresceu. O graffiti surgiu para ele como instrumento de construção de um caminho para outras paragens, lugares distantes e cheios de barreiras, por onde seus amigos de bairro não se imaginavam antes dele. Niggaz ultrapassou obstáculos reais e simbólicos que levavam até o mundo da arte, e seus parceiros encontraram percursos possíveis com este estímulo.

A nave espacial que ele fez no beco da Rua Belmiro Braga (Vila Madalena) foi a síntese deste processo. A nave está a caminho de algum lugar imaginário, um outro mundo, para tanto é bem equipada para a viagem: cheia de dispositivos, botões, teclados de um computador central, monitores de controle, etc. Mas o comandante desta nave não a move por livre e espontânea vontade, nas suas costas há um homem com um revolver na mão, ameaçando-o enquanto ele observa um monitor na sua lateral. Ele também segura o manche e tecla nos equipamentos da nave, parece dominar um processo complexo para colocá-la na rota de sua viagem. Junto da cabine ele é auxiliado por uma mulher, a co-pilota de sua jornada. Não podemos saber o destino que perseguem, mas supomos, como num sequestro, que talvez não exista retorno.

Uma das principais características de Niggaz era ser romântico, amante do afeto, sempre disposto a dedicá-lo e carente em recebê-lo. As experiências sentimentais intensas sempre povoaram sua trajetória, recorrentemente aparecia com o desenho de uma mulher pela qual se apaixonara e os amigos apaixonavam-se por derivação, através de seu trabalho. A mulher ao seu lado na nave do painel do ‘Beco’ é o elemento que lhe dava estímulos para transpor as distâncias, que o acompanhava na viagem e lhe fornecia o afeto e a compreensão para diminuir as turbulências de sua vida, foi ela também que lhe trouxe uma das maiores desilusões.

Contudo, Niggaz é pioneiro, foi o primeiro grafiteiro que chegou à Vila Madalena vindo de uma origem social mais baixa, também o primeiro que fez estes grafiteiros de classe média circularem pela periferia. Quando então, além de reconhecerem as distâncias que ele ultrapassara, passaram a valorizar a sua disposição em transpô-las.



[1] G. Flaubert, carta a E. Feydeau, primeira quinzena de outubro de 1859. In: Correspondance, t. IV, p.340. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Abertura da Exposição "Há Gente"


No último dia 30 de novembro a Casa do Rosário, Parelheiros, abriu a exposição "Há Gente" com os agentes marginais André Bueno, Alexandre Puga, Vinicius Enivo, Everaldo Costa, Helder Holiveira, Jerry Batista, Jonato, Mauro Neri, Ronaldo, Rodrigo Branco, Thiago Goms e Wellington Neri. 

A Casa recebeu amigos, novos amigos, pessoas que não conheciam a região e agentes locais que fomentam a cultura e a relação entre os coletivos.


A exposição mostra a importância das contribuições deste coletivo para cultura da cidade e continuar sendo, através das suas obras, referência para jovens artistas da periferia. Formando mais artistas “filhos da periferia”, fazendo parte dos processos de transformação da sociedade.

Outro ponto forte da noite foi a exibição do curta "Bailão" do diretor Marcelo Caetano, que curiosamente e conscientemente está na região gravando um documentário sobre o bairro do Marcilac. Depois do curta rolou um super debate com o diretor e o guarani Olívio, da aldeia Krukutu.


Foi realmente uma noite especial e ímpar.


Não esqueça, a exposição "Há Gente" fica na Casa do Rosário até dia 16 de fevereiro de 2013, de quarta a domingo, das 11h às 17h, não perde, tá lindo.


Espia as fotos da montagem e da vernissage!







 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Banda Amplexo no Parque Linear Lago Azul

O projeto Imargem recebeu no último domingo, 9 de setembro, a galera da Banda Amplexos - Volta Redonda - RJ.
lá no Parque Linear Lago Azul. 

O dia estava lindo e o som dos caras é realmente incrível!

Mais fotos no Facebook do Imargem!













Fotos: Arlete Soares, Marina Coni (Amplexos) e Mariana Belmont

E para quem perdeu o som da Banda Amplexos no domingo lá no Lago Azul, espia só o vídeo da interação da banda com o Goku C.H.C. 




Sobre a Banda Amplexos:


Há seis anos na estrada e com disco lançado (Bolacha Discos, 2008) a banda voltarredondese, Amplexos, prepara o segundo CD e coloca no ar o EP "Manifesta" com uma prévia do que virá em 2012. A produção é de Buguinha Dub (Nação Zumbi, Mundo Livre) e Jorge Luiz Almeida. Música Negra, Jamaica, Nigéria, Etiópia, Brasil, as terras da "música da alma" - a música necessária, feita por quem precisa fazê-la como missão, a música que dança mas não é festiva, a música de louvor, feita para as pessoas, se moverem de seus lugares, música de manifestação de contato com algo maior.
Não se resumindo a reproduzir a sonoridade da música dos guetos, apesar de mostrar muitos elementos comuns do reggae, afrobeat e dub, as 3 canções apresentam uma "nuvem psicodélica" cobrindo todos os arranjos, com os efeitos espaciais de Buguinha Dub, harmonias dissonantes e interpretações quentes. O EP recebeu destaque nos principais veículos da música alternativa (blogs e sites) e nas redes sociais. Para conseguir uma boa compreensão e sensação, é recomendado que se escute em volume máximo, com o coração.
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Baixe/escute: www.amplexos.com
siga: @amplexos

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Manifestão na Ilha do Bororé


Foi tudo providencial!
Talvez um dos dias mais lindos para um evento inspirador como o Manifestão. O sol, o clima, as pessoas, os sorrisos e o som.

O silêncio de um lado da represa, mas do outro o som popular ecoa, a alegria e a voz do povo que só sorri no final de semana. Mas a balsa vai e vem o dia inteiro para misturar os públicos e trazer pessoas desconhecidas.

No espaço escolhido para o evento uma linda exposição organizada pelo Imargem com esculturas, telas e intervenções produzidas pelos próprios agentes, música, microfone aberto para poetas e artistas e, claro, o esperado teste do flutuador projetado pelo agente Everaldo Costa com a ajuda dos outros agentes.

O projeto, financiado pelo Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – FEMA, da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, é uma proposição de uma série de intervenções, vivências e jornadas de aprendizagem que articulam os eixos: arte, meio ambiente e convivência no bairro do Grajaú, na APA Bororé Colônia e suas imediações. Os processos envolvem distintas etapas: a sensibilização ambiental, a articulação comunitária, a expressão artística, a autogestão, a criação coletiva e as manifestações públicas. 

E o Manifestão é um desses eixos de mobilização, talvez o que mais apresenta o projeto e os agentes marginais a população.

O encontro foi sob medida, tudo na calma e sem roteiros. Parabéns é muito pouco.”, elogiou Esther Gonçalves

A festa foi linda e agradecemos a presença de todos!

Você foi no Manifestão? Fotografou? A gente quer ver qual foi o seu olhar durante o evento, então, mande suas fotos para imargem.imagemdamargem@gmail.comTodas as fotos enviadas serão postadas no facebook e no blog com os devidos créditos.

Para ver mais fotos acesse o Facebook do Imargem!

Foto: Mariana Belmont

 Foto: Mariana Belmont

Foto: Mariana Belmont

Foto: Mariana Belmont

Foto: Mariana Belmont