quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Manifesto por ruas mais humanas e sustentáveis, por uma cidade melhor


O Imargem assinou o Manifesto por ruas mais humanas e sustentáveis, por uma cidade melhor, leia na íntegra!
Abaixo o Manifesto com mais de 30 organizações de ocupações de espaço público em defesa das políticas públicas voltadas para humanização da cidade. O Manifesto foi lido dirante o evento Escola de Parklet, com a presença do prefeito Fernando Haddad , Secretário de Transportes Jilmar Tatto e o Secretário de Desenvolvimento Fernando Melo. Após a leitura o prefeito tornou-se imediatamente signatário e conclamou que todos os governos independentemente de partidos e ideologias deveriam seguir de forma suprapartidaria.
Prefeitura da cidade de São Paulo
Prefeito Sr. Fernando Haddad
Em 2008, a humanidade cruzou um limite histórico: pela primeira vez, mais pessoas passaram a viver em áreas urbanas do que rurais. Nos tornamos seres predominantemente urbanos.
O que milhares de pesquisadores, urbanistas, coletivos, artistas e cidadãos ao redor do globo estão tentando descobrir é: como construir cidades mais humanas e sustentáveis?
Se hoje a vida acontece nas cidades – e não há como impedir seu crescimento –, será possível impedir o seu declínio?
Até a segunda metade do século 20, criaram-se, em volta das cidades, áreas suburbanas com bairros distantes, de baixa densidade, mal servidos de transportes públicos e com fraco desenvolvimento social.
Esse modelo estimulou a demanda por deslocamentos de automóvel. Uma demanda muito superior ao que as cidades poderiam suportar. Aos poucos, as metrópoles foram se transformando em grandes estacionamentos de veículos particulares e as pessoas perderam a conexão com as ruas, o contato humano, encapsuladas em seus carros, respirando um ar de péssima qualidade no trânsito.
Um dos grupos demográficos mais afetados por esse modelo foram as crianças, já que sua consciência cívica, ou a ausência dela, está estritamente vinculada com a experiência temporã do coletivo.
A falência dessa matriz trouxe um novo conceito de desenvolvimento urbano, cada vez mais discutido em todo o mundo: o urbanismo caminhável, que cria outras centralidades e valoriza a curta distância entre moradia, trabalho, educação, saúde e lazer.
Uma organização baseada em alta densidade, com diversos tipos de imóveis ligados por áreas de lazer, bem conectados por sistemas de transportes coletivos e não motorizados. Ou seja: as melhores cidades do mundo são aquelas cujos bairros dependem cada vez menos de transporte individual, com ruas arborizadas e fácil acesso a pé ou de bicicleta para os deslocamentos cotidianos.
Desenvolver esses novos padrões é um desafio de todos: governo, empresas privadas, sociedade civil e universidades. Em São Paulo, chegamos ao ponto de mutação: um limite do qual não é mais possível voltar atrás. Temos de caminhar no sentido de uma cidade pensada para as pessoas, que reorganize seus espaços de modo a torná-los mais agradáveis e habitáveis, para propiciar melhor qualidade de vida.
Mas, para que as pessoas caminhem mais, é preciso não só criar bairros mais atrativos como investir em caminhos seguros, iluminados e com infraestrutura adequada para pedestres e ciclistas. É necessário estimular a população a ocupar ruas e praças e incentivar a formação de mais espaços de convivência, garantindo o cuidado dos espaços verdes e apoiando práticas sustentáveis.
O conhecimento e a apropriação do espaço em que vivemos nos faz desenvolver pontos de referência e sentido de pertencimento. Viver ativamente a cidade
promove uma atitude positiva e de respeito pelo espaço público – um espaço de aprendizagem e convívio para todos. Lutamos por ruas de escala humana, coletiva, criativas e com maiores oportunidades para todos.
Em São Paulo 24 de setembro, assinam este manifesto:

Instituto Mobilidade Verde
Cidades para as Pessoas
Cidade Democrática
Cidade Ativa
Efêmero Concreto
Boa Praça
Sampa pé
Minha Sampa
Café na rua
Bela Rua
A Batata Precisa de Você
Red OCARA
Davis Brody Bond – Arquitetura da convivência
Conexão Urbana
Ocupe & Abrace
Catraca Livre
Virada Sustentável
IMARGEM
Zoom Arquitetura e Urbanismo
Acupuntura Urbana
Rodas de Leitura
Superlimão
H2C Arquitetura
Contain (IT)
Muda
Mobilize
Parkl(IT)
Rios e Ruas
Escola São Paulo
Urbanismo Caminhável
Ciclocidade

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Exposição Imargem no Setembro Verde da Matilha Cultural





Matilha Cultural anuncia programação da 6ª edição do Setembro Verde
Programação gratuita oferecerá mostra de filmes, debates, palestras e exposição que discutem a crise da água em São Paulo

São Paulo, agosto de 2014 – No dia 22 de setembro, segunda-feira, a partir das 19h, a Matilha Cultural dá início à 6ª edição do Setembro Verde, projeto multimídia colaborativo com foco em temas políticos e socioambientais. Com programação gratuita relacionada às artes, cinema, debates e oficinas, a edição deste ano tem como foco a questão da crise da água, trazendo mapas, infográficos, fotos, arte e textos. Questões relacionadas com os parques urbanos e áreas verdes também estarão expostas, além de uma viagem pela Amazônia e práticas sustentáveis na exposição “Expedição Barco Íris” e filmes no Cine Matiha. Na noite da abertura, DJ Nat Jako nas vitrolas com seleção especial para a ocasião, com músicas que remetem à natureza.

A galeria da Matilha será tomada por peças que demonstram como São Paulo é afetada com a crise hídrica. De um lado a arte, questionamento e trabalho doImargem, coletivo com base no Grajaú, no entorno da represa Billings, formado por artistas visuais que organizam intervenções multidisciplinares reunindo arte, meio ambiente e convivência. Do outro lado da galeria, infográficos, mapas, textos, vídeos e fotos feitos em parceria com pesquisadora Marussia Whately/consultora em sustentabilidade e colaboradora do Instituto Socioambiental organização que propõem soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais.

Compondo também o conjunto da exposição animação sobre o ciclo da água do site asboasnovas.com, que possui projetos de comunicação com foco na sustentabilidade e boas causas, lambes do coletivo Volume Vivo, projeto de pesquisa audiovisual que pretende mapear as causas e soluções para a crise da água em São Paulo e infográficos e vídeos do Projeto 2000 e Água, reportagem hipermídia com vídeos e infográficos sobre a crise hídrica, elaborada por um grupo de seis alunos de jornalismo da ECA-USP com fotos e depoimentos que dão voz a pessoas que convivem com a água - e a falta dela - de diferentes maneiras. Destaque para o mapa “Rios Invisíveis” criado pelo artista Nik Neves para a publicação Planeta Sustável, que traz rios da cidade que com o crescimento urbano, acabaram canalizados e encobertos por cimento.

Para quem prefere exposição fotográfica, acontece na arena a mostra “Expedição Barco Irís”, do EarthCode Project (www.earthcode.org ), projeto que documenta mais 180 comunidades étnicas alternativas e convencionais na Austrália, Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Amazônia, e conta a história de uma aventura sustentável pela América do Sul. Com fotos e textos de Henny Freitas, jornalista, permacultora e educadora ambiental, a exposição mostrará o processo de Henry na construção de seu próprio barco para desfrutar e descobrir formas de projetos sustentáveis na Amazônia peruana e brasileira. “Além de apreciar a beleza natural da fauna, flora e vida primitiva da Amazônia, a mostra proporciona uma reflexão sobre as conseqüências que o desmatamento amazônico traz para a falta d'àgua em São Paulo.”, antecipa Henny. Além das fotos da expedição, uma novidade deste ano será a instalação de um domo geodésico feito de bambu como um exemplo de construção sustentável e dentro dele exposição do conto de Henny “Pescador de Ilusões”, com desenhos feitos por crianças que participaram das atividades propostas pela Expedição Barco íris, inspiradas pelo conto, que inspira crianças a terem uma postura mais consciente em relação aos recursos naturais.

Outra novidade deste ano fica por conta da Banca Orgânica que será organizada pelo Instituto AUA, que trabalha como facilitador na formação de coletivos de consumo para incentivar a agricultura orgânica familiar. Serão montadas bancadas para a exposição e venda de produtos orgânicos.

No Cine Matilha será possível conferir filmes com temáticas que abrangem o meio ambiente e a sociedade, como o novo filme do diretor brasileiro Silvio Tendler, “O Veneno está na Mesa II”, que proporciona uma reflexão sobre os alimentos que consumimos e que possuem grandes índices de agrotóxicos. Já o “Água”, do diretor Yael Perlov, é um projeto de sete curtas que mostra a relação das pessoas com a água através de diversas histórias. A programação foi feita em parceria com a Mostra Ecofalante de Cinema.

Alguns debates e oficinas complementam a programação, com destaque para Expedição Rios e Ruas pelo centro da capital, debates sobre água com parceiros desta edição Volume Vivo, Rios e Ruas e 2000eágua, além de um bate-papo com biólogo Victor Lucato, que abordará a relação entre a água e áreas verdes, próximas e distantes.

No último ano, cerca de oito mil pessoas compareceram nos espaços da Matilha Cultural para conferir as ações que mostravam a resistência indígena no Brasil e as dinâmicas entre tribos.

Setembro Verde @Matilha CulturalAbertura: 22 de setembro, a partir das 19h
Período expositivo: 22 de setembro a 28 de outubro.
De terça-feira a domingo, das 14h às 22h
Entrada gratuita
É permitida a entrada de animais

MATILHA CULTURAL
Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
Tel.: (11) 3256-2636
Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h
Wi-fi grátis
Cartões: VISA (débito/ crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães
www.matilhacultural.com.br

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

No vazio da tela as ideias dos estetas, protagonistas do mundo.


por Maria Vilani

No Grajaú, o celeiro da arte e nas suas cercanias eclode um movimento que é a junção de vários coletivos, cada um encetando uma luta indormida pelos direitos à qualidade de vida. Viver para esses ideólogos significa preencher a tela vazia com as formas e as cores que representam essa luta, imagens que esboçam a preocupação com o Ser Humano, a sua preservação e a sua permanência no Planeta. Permanecer exige cuidados, preencher a tela do mundo com os tons das agruras em texturas que permitem identificar e perpetuar o desejo de zelar pela sustentabilidade do cosmo. Representar por intermédio da arte o descaso com o meio ambiente, as margens das represas em abandono, os morros que abrigam as favelas e nelas toda a sorte de desamparo é ofício de artistas que nascem crescem e permanecem nos centros, nas bordas e nas pontas das cidades insculpindo e espargindo sonhos entre as pessoas.

Educadora, poeta, filósofa e ativista cultural.

*Texto produzido para a abertura da "Exposição Sustentabilidade Daki", no Ateliê Daki, Grajaú



terça-feira, 19 de agosto de 2014

Para periferia, ocupar o espaço público significa enfraquecer a cultura do medo


Por Joseh Sillva
Apesar do plantio da repressão, assassinatos, ausência de políticas públicas, a periferia mostra que está colhendo bons frutos e fazendo seu trabalho de base



Na periferia, a rua é um ambiente que transita entre o perigoso e acolhedor. Se trata de um lugar de abandono e acolhimento. Para muitos, na periferia, a rua tem conotação de violência. “’Menino a rua é perigosa’, gritava minha mãe quando eu pretendia ir para a rua à noite”, é o que diz Marcelo Paz, 22 anos, morador do Jardim Campo de Fora, região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo.  

Toda a violência que a periferia sofre, gerou em seus moradores um medo que cria, em muitos bairros uma situação de cárcere social; as pessoas se privam de sua liberdade por questão de sobrevivência.

Não se trata de uma situação de vitimização, mas, na favela, ao longo dos anos se construiu a ideia que “se a pessoa está na rua à noite, é vagabundo ou está fazendo algo de errado”, discurso que a própria periferia assumiu. Enquanto quem  está nas ruas em bairros onde há maior concentração de pessoas da classe media alta, como a Vila Madelena, "está se divertindo".

Há uma situação muito clara que evidencia isso: Existe um dilema criado em cima dos pancadões que aconteciam em ruas da periferia. O Pancadão, nada mais é que um carro, ou alguns, com som ligado em auto volume, mas o ritmo que está tocando é funk estilo Carioca. Ritmo ridicularizado por ser uma música de favela.

Nesses lugares, quando o efetivo da Policia Militar é enviada para dispersão dos jovens que ocupam o espaço público para se divertir -  sendo que quem deveria intervir seria a Guarda Civil Metropolitana, Prefeitura e equipe do Programa de Silêncio Urbano (PSIU), bomba de gás lacrimogênio, spray de pimenta, bala de borracha, cacete e  repressão tomam  conta do ambiente.

É por essa forma de tratamento repressiva, que a periferia tem medo de frequentar um ambiente convivência e de uso coletivo, a rua. O que não é um preocupação em algumas bairros de classe media.

Durante os jogos da copa do mundo, a Vila Madalena foi tomada por estrangeiros, que causaram muitos problemas para a região, que não estava preparada para receber aquela quantidade de gente. Durante as confusões e quando os torcedores não queriam ir embora, os policias educadamente dispersava com pedidos de “retirem-se, por gentileza, no megafone”.

Com muita persistência, alguns coletivos, indivíduos e organizações, estão conseguindo dar outro sentido para a rua, estão resignificando este espaço. Por conta da contínua efervescência da cultura periférica, diversos grupos que atuam com linguagens artísticas, estão mostrando seu trabalho de forma aberta para todos – e em algumas casos de graça.

Desde 2009, Anderson Verdiano Agostinho, 33 anos, organiza com amigos uma roda de leitura e exibição de filme em uma viela no Jardim Ibirapuera,  zona sul de São Paulo; O coletivo Imargem, dá região do Grajaú, desenvolve trabalhos de artes visuais com um olhar voltado para o meio ambiente, por ser uma região que é área de manancial. Em agosto o coletivo colabora com a Virada Sustentavel e a edição 2014 do Estéticas das Periferias; No dia 21 de junho deste ano, aconteceu na Cohab Adventista, centro do Capão Redondo, o Festival Percurso, em que reunião economia solidária e cultura.

Estes são três exemplos que, apesar do plantio da repressão, assassinatos, ausência de políticas públicas, mostra que a periferia está colhendo bons frutos e fazendo seu trabalho de base. 

Programação completa Estéticas das Periferias e Virada Sustentável 

Virada Sustentável e Estéticas das Periferias chegam ao extremo sul com cuidadoria do Coletivo Imargem



O coletivo Imargem foi convidado fazer a “cuidadoria” da Virada Sustentável 2014 e do Estéticas das Periferias, ambos acontecem de 28 a 31 de agosto, e marca a diversidade cultural e ambiental do extremo sul da cidade. A programação reunirá atividades de coletivos e grupos atuantes na região. Agricultores, artistas, guaranis da aldeia Tenondé Porã (Parelheiros), coletivos de comunicação comporão a cena da Virada nas bordas da cidade. Além da Virada

O público poderá acompanhar a exposição de fotografia "Entre a cidade e a floresta", do Instituto Refloresta; assistir à exibição de filmes na Casa de Cultura Palhaço Carequinha; conhecer (e comprar) as obras dos artistas empreendedores no Ateliê Daki; ver a construção de um painel do grafiteiro Alexandre Orion, no CEU Navegantes; Grafite nos muros da rua do Pagode da 27; conversar com agricultores e conhecer as plantações de orgânicos na Chácara Santo Amaro; Mutirão Cultural no Parque Linear Cantinho do Céu; além de participar do rolê pelo extremo sul: tour de ônibus pelos principais pontos da zona sul (do Grajaú à aldeia guarani Tenondé Porã, em Parelheiros).


Outro destaque será o Conexões Ocupação – Como virar sua cidade (dias 30 e 31/08), que fomentará o encontro, troca e debate entre coletivos de ocupação e direito à cidade e público em geral. E ainda promoverá um mutirão de revitalização nas casinhas da Ecoativa, na Ilha do Bororé. 

Programação


Intervenção permanente do Artista Orion no CEU Navegantes de 6 a 28 de agosto

Atividade: Intervenção mural no CEU Navegantes, no Grajaú, com o Alexandre Orion. Nascido em 1978 e é artista multimídia, sua atividade artística teve ínicio em 1992 sob influência da cultura urbana e do universo do graffiti. Em pouco tempo, Orion se destacou do movimento do qual fazia parte e passou a interagir com a cidade uma maneira muito singular, nas palavras do próprio artista ''a cidade é carregada de significados''. É exatamente com esses significados, muitas vezes sutis, que o artista trabalha, pesquisando técnicas e explorando o que a cidade oculta.


Endereço: Rua Maria Moassab Barbour, s/n - Cantinho Do Céu


----


28 de agosto


"Exposição Entre a Cidade e a Floresta"

Endereço: Casa de Cultura Palhaço Carequinha - Local: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Grajaú


Atividade: A Exposição Fotográfica "Entre a Cidade e a Floresta" tem como tema a região de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, focalizando especialmente duas comunidades tradicionais que ali vivem - o povo de santo do terreiro Asé Ylê do Hozoouane e o povo Guarani da aldeia Tenonde Porã - e ressaltando o uso que ambas fazem dos recursos naturais. As fotos são parte do projeto Sociobiodiversidade em comunidade tradicionais nas APAs do município de São Paulo, realizados pelo Instituto Refloresta, com recursos do Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema). Será exibido o documentário produzido a partir do projeto, seguido de um debatepapo com os participantes.


Quando: Quinta (28), às 19h
______________________________________________________________________


29 de Agosto - Sexta


- Oficina de  Cisterna - Casinha Vento em Popa


Atividade: Atividade prática de construção de cisterna de baixo custo para aproveitamento da água da chuva. A atividade faz parte do Projeto Geração Reversa e conta com a parceria do Imargem, ProSciense e ITCP-GV, e financiado pelo FEMA- SVMA.


Quando: Sexta (29), às 14h


Endereço: Rua 9 de Setembro, 88 Jardim Gaivotas - Grajaú

--------


- Exibição de filmes no Lago Azul

Endereço: Rua Falcão Negro, s/n - Lago Azul - Grajaú


Atividades: Exibição e debatepapo sobre os documentário: APA Bororé Colônia, APA Capivari Monos, Convivências, Cartograffiti e Espúlio. A atividade faz parte do Projeto Geração Reversa e conta com a parceria do Imargem, ProSciense e ITCP-GV, e financiado pelo FEMA- SVMA.


Quando: Sexta (29), às 19h


-----
Espetáculo: Zoo-ilógico / Cia Truks – Teatro de Bonecos


Endereço: Calçadão Cultural – Casa de Cultura Palhaço Carequinha Grajaú


Sinopse: O espetáculo traz para os palcos uma ideia de fundamental importância para as crianças: o estímulo ao processo criativo! A partir do reaproveitamento de simples objetos do cotidiano, bem como de sucatas variadas, desfilam pela cena mais de uma dezena de divertidas e inusitadas criaturas animadas. Tudo começa quando dois amigos resolvem fazer um piquenique no Zoológico. Ao encontrarem as portas do parque fechadas, não se intimidarão em criar, com muita criatividade, o seu zoológico particular, em que bichos serão feitos de pratos, panos, garrafas, talhares, sacolinhas plásticas e tudo o mais que estiver ao alcance de suas mãos. As nada comuns criaturas viverão situações cômicas ou poéticas. Estará criado o Zôo-ilógico, possível na imaginação de todos. E aberto, sempre!


Quando: Sexta (29), às 16h
______________________________________________________________________


30 de Agosto - Sábado


Mutirão Cultural no Lago Azul


Atividade: Ocupando o espaço do Parque Linear Cantinho do Céu, conhecido como Lago Azul, com coletivos organizados do Grajaú. A atividade também faz parte do Projeto Geração Reversa e conta com a parceria do Imargem, ProSciense e ITCP-GV, e financiado pelo FEMA- SVMA.


Endereço: Rua Falcão Negro, s/n - Lago Azul - Grajaú


9h às 20h - Bazar da troca e venda de sabonetes artesanais - Coletivo Transação
9h às 12h - Grupo Revolusom - Projeto Café com Bolachas
                - Piquenique
                - Oficina de grafite com o grupo O.C.A do Lago Azul
14h – Expresso Perifa
16h - Cia Humbalada de Teatro - "Tudo está organizado para que nada aconteça"
17h - Expresso Perifa e convidados
20h - Xemalami - Cultura Hip Hop e cultura do Xadrez
21h - Rap Enter - banda, jazz, rap - interações com mc's


----


15h às 17h - Velejando na Represa


Atividade: Jovens velejadores do Jardim Gaivotas em parceria com o Projeto Geração Reversa colocam os barcos na água proporcionando vivências de relação direta com a
natureza e aproximação com a questão ambiental de um ponto de vista
experiencial. A atividade faz parte do Projeto Geração Reversa e conta com a parceria do Imargem, ProSciense e ITCP-GV, e financiado pelo FEMA- SVMA.


Instrutores: Fabiano Souza

Endereço: Rua 9 de Setembro, 88 Jardim Gaivotas - Grajaú
----
Artes Visuais -
- Intervenção Urbana com artista Thiago Bender no Lago Azul - Produção de peças de arte usando embalagens e resíduos recolhidos pela Cooperativa de Catadores Seletivos Parque Cocaia (CooperPac).

------


- Exposição "Sustentabilidarte Daki"


Endereço: Rua Rogério Fernandes, 20 (377) - Grajaú

Atividade: Exposição de obras dos artistas Casulo, Everaldo Costa, Harry Borges, Will Mangraff e Ricardo Negro. O Ateliê Daki é um espaço cultural que tem o intuito de contribuir, por meio das Artes, para ampliar o repertório cultural da região do Grajaú."


Quando: Sábado (30), a partir das 20h


-----


Aniversário do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú


Endereço: Casa de Cultura Palhaço Carequinha - Local: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Grajaú


Atividade: Último dia de comemoração do aniversário do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú com a exposição de Jacira Roque de Oliveira, homenagens e confraternização.  
Quando: Sábado (30), das 19h às 22h


----
______________________________________________________________________


31 de agosto - Domingo


- Rolê no extremo sul - Imargem


Ponto de encontro: Casa de Cultura Palhaço Carequinha - Local: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Grajaú


Atividade: Saída de ônibus por pontos estratégicos de grande relevância aos aspectos sustentáveis da região. Roteiro passará por Aldeia Indigena Tenondé Porã, Produção de Agricultura Orgânica, Parques Naturais de compensação do Rodoanel, Ilha do Bororé (Igrejinha de São Sebastião 1904, Bar antigo da Dona Nadir e mural produzido pelo Imargem), Casa Ateliê Galeria Daki,  Aniversário do Pagode da 27.


Quando: 31 (domingo), das 8h30 às 18h
Inscrições aqui


------
- Oficina Repórter da Quebrada


Endereço: Escola Estadual Condomínio Carioba Marisa - Rua Quatro, 100 - Grajaú - Telefone: 11 5932-6363


Atividade: A oficina Repórter da Quebrada mescla teoria e prática da produção jornalística. Os participantes receberão noções de jornalismo como: o papel do jornalista, o que é notícia, como estruturar uma pauta, dicas de entrevista, o que não pode faltar emuma reportagem e dicas de como escolher uma boa foto. Na sequência, terão a oportunidade de aplicar o aprendizado, recebendo o desafio de saírem pelo bairro em busca de notícias relacionadas à Virada Sustentável. O tema específico será decidido pelo grupo. Ao retornar para a sala compartilharão a experiência e postarão o resultado no blog do Periferia em Movimento.


Quando: 31 (domingo), das 9h às 13h
______________________________________________________________________________


Escola na Rua - Ilha do Bororé


Endereço: Estrada de Itaquaquecetuba s\n - Ilha do Bororé (logo após a Balsa)


Atividade: O Escola na Rua é um projeto resultado de uma parceria do Acupuntura Urbana com Tiago Ferreira. A atividade tem como público alvo os alunos da Escola Estadual Professor Adrião Bernardes, moradores interessados em conhecer mais a Ilha do Bororé e intervir no espaço da Ecoativa.


25/08_ 9h às 12h - DESCOBRIR O LUGAR
Re-descobrir a Ilha do Bororé exercitando o olhar da abundância: em um rolê de bike, buscar belezas, lugares e cenas marcantes positivamente. Registrar de maneira criativa, compartilhar descobertas do dia com o resto do grupo e começar a preencher o mapa coletivo.


26/08_ 9h às 12h - DESCOBRIR AS PESSOAS
Busca por pessoas importantes da comunidade (recomendadas por nossos parceiros locais) moradores antigos, lideranças políticas e/ou afetivas, pessoas por trás das belezas da Ilha do Bororé. Registrar de maneira criativa, compartilhar descobertas do dia com o resto do grupo e preencher o mapa coletivo com as novas informações.


27/08_ 9h às 12h30 - MAPEAMENTO CRIATIVO
Escolher uma parede da Ecoativa para registrarmos as informações colhidas até este dia. Produzir um mapa-mural com apoio do coletivo Imargem, que sirva de ferramenta para a comunidade e poderá ser completado conforme descubram novas informações.


28/08_ 9h às 12h - PROJETO COLETIVO
É o momento de definir qual será o projeto feito na casa escolhida para a intervenção na Ecoativa. Oficina participativa para definição de frentes de trabalhos e recursos necessários.


30/08_ 9h às 17h - MUTIRÃO
Início da ação, com o apoio dos escoteiros do grupo Grupo Escoteiro Almirante Tamandaré para começar a transformar a Ecoativa com a mão na massa!


31/08_ 9h às 17h - MUTIRÃO CONEXŌES DE OCUPAÇÃO
Segundo dia de ação, com apoio de toda a comunidade do Vire Sua Cidade e seus talentos para transformar a Ecoativa e ativar este local como um espaço de cultura.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

ARTIVISMO: INTERVENÇÕES URBANAS E ARQUITETURA POPULAR


Imargem e o coletivo Walking Gallery, fazem parte da programação do Artivismo, no 
Sesc Pompeia

Participe!! 


Inscrições: http://oficinas.sescsp.org.br/curso/intervencoes-urbanas-e-arquitetura-popular



Imargem: arte, meio ambiente e convivência

Às margens da represa Billings e de sua ocupação está o berço Imargem. Amantes das Artes, da Natureza e das Relações Humanas, decidimos ampliar nossa rede de afetos, vontades e atividades. Por isso, a necessidade de criar e proporcionar novos espaços para fazer, pensar e viver do jeito que nos parece mais potente, juntos!

Nossos manifestos são Manifestões, celebração de nossas inquietações, palco para a expressão de nossa etnobiodiversidade e de nossas criações. Não satisfeitos, colocamos a mão na massa com a Horta Coletiva, os Mutirões Culturais e os Cines Ladeira. Tudo isso muito bem amparado por um processo parte pedagógico e parte amador, parte engajado e parte aberto ao acaso, repleto de dúvidas e desafios compartilhados.


Traçamos e alcançamos destinos nos itinerários que ganharam força durante a caminhada; deixamos nossas marcas em Murais Graffiti, Murais Mapas e Lixeiras Obras; procuramos novos caminhos com o Flutuante Marginal, com as Trilhas Urbanas e as Trilhas Verdes; articulamos Rodas de Conversa e Círculo de História; dialogamos com a cidade através do Ambulante Marginal e dos Cortejos.

Enlaçamos fatos e lembranças no Mural Memória, para que cada habitante ali se sinta parte da História, representando num traço, numa palavra ou em outras pegadas, outros vestígios, rastros invisíveis ainda mais fortes e duradouros, laços de amizade, cooperação e respeito, sementes de sonhos possíveis.

Trazemos um mapa desse percurso com pistas do porvir e um convite:
Chega junto e se descubra um Agente Marginal*!