quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Relatório Virada Sustentável no Extremo Sul 2014

Amigos, parceiros, coletivos, grupos, publico e todos que de alguma forma participaram da programação da Virada Sustentável no Extremo Sul, segue nosso relatório. E fica aqui nosso agradecimento por todo apoio nessa ação! 


Agentes Marginais





Imagens: André Bueno


Relatório Virada Sustentável no Extremo Sul:
Programação de 28 a 31 de agosto de 2014
12 de agosto a 12 de setembro: Intervenção permanente do Artista Orion no CEU Navegantes
Endereço: Rua Maria Moassab Barbour, s/n - Cantinho Do Céu

Atividade: 
Intervenção mural no CEU Navegantes, no Grajaú, com o Alexandre OrionNascido em 1978 e é artista multimídia, sua atividade artística teve ínicio em 1992 sob influência da cultura urbana e do universo do graffiti. Em pouco tempo, Orion se destacou do movimento do qual fazia parte e passou a interagir com a cidade uma maneira muito singular, nas palavras do próprio artista ''a cidade é carregada de significados''. É exatamente com esses significados, muitas vezes sutis, que o artista trabalha, pesquisando técnicas e explorando o que a cidade oculta.


28 de agosto – Inauguração da exposição “Entre a Cidade e a Floresta"
Endereço: Casa de Cultura Palhaço Carequinha - 
Local: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Grajaú

Durante a inauguração, aconteceu um coquetel com sucos de frutas Atividade: A Exposição Fotográfica "Entre a Cidade e a Floresta" tem como tema a região de Parelheiros, no extremo sul da capital paulista, focalizando especialmente duas comunidades tradicionais que ali vivem - o povo de santo do terreiro Asé Ylê do Hozoouane e o povo Guarani da aldeia Tenonde Porã - e ressaltando o uso que ambas fazem dos recursos naturais. As fotos são parte do projeto Sociobiodiversidade em comunidade tradicionais nas APAs do município de São Paulo, realizados pelo Instituto Refloresta, com recursos do Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Fema).

Quando: Quinta (28), às 19h 

29 de Agosto –

  1. Oficina de Cisterna - Casinha Vento em Popa

Endereço: Rua 9 de Setembro, 88 Jardim Gaivotas - Grajaú

Atividade: Atividade prática de construção de cisterna de baixo custo para aproveitamento da água da chuva.

Quando: Sexta (29), às 14h

  1. Exibição de filmes no Lago Azul

Endereço: 
Rua Falcão Negro, s/n - Lago Azul - Grajaú

Atividades: Exibição e debatepapo sobre os documentário: APA Bororé Colônia, APA Capivari Monos, Convivências, Cartograffiti e Espúlio.

Quando: Sexta (29), às 19h


30 de Agosto –
  1. Ocupando o Parque Lago Azul

Endereço: Rua Falcão Negro, s/n - Lago Azul - Grajaú

Atividade: Mobilizamos diversos grupos, coletivos e projeto da região para promover um Mutirão Cultural no parque, com as mais diversas atividades culturais e artisticas. Abaixo a programação detalhada do dia:


9h às 20h - Bazar da troca e venda de sabonetes artesanais - Coletivo Transação
9h às 12h - Grupo Revolusom - Projeto Café com Bolachas
- Piquenique
- Oficina de grafite com o grupo O.C.A do Lago Azul
13h – Pimpex Mundano
14h – Expresso Perifa
16h - Cia Humbalada de Teatro - "Tudo está organizado para que nada aconteça"
17h - Expresso Perifa e convidados
20h - Xemalami - Cultura Hip Hop e cultura do Xadrez
21h - Rap Enter - banda, jazz, rap - interações com mc's
  1. Artes Visuais

- Intervenção Urbana com artista Thiago Bender no Lago Azul - Produção de peças de arte usando embalagens e resíduos recolhidos pela Cooperativa de Catadores Seletivos Parque Cocaia (CooperPac).

- Intervenção Pimpex com artista Thiago Mundano - O acão faz parte de um projeto social, cultural e ambiental que já tirou centenas de catadores de materiais recicláveis da invisibilidade por meio da arte e da participação coletiva, pimpando suas carroças e dando mais dignidade e segurança aos nossos agentes ambientais! O artista vai usar o espaço do Parque Linear Cantinho do Céu para pimpar uma carroça de um catador do Grajaú.

- Exposição Everaldo e Casulo no Ateliê Daki

Endereço: Rua Rogério Fernandes, 20 (377) - Grajaú

Atividade: Exposição de obras dos artistas Casulo, Everaldo Costa, Harry Borges, Will Mangraff e Ricardo Negro no Ateliê Daki, espaço de encontro de novos artistas do Grajaú.

Quando: Sábado (30), a partir das 20h

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Aniversário do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú

Endereço: Casa de Cultura Palhaço Carequinha - Local: Rua Professor Oscar Barreto Filho, 50 - Grajaú

Atividade: Último dia de comemoração do aniversário do Centro de Arte e Promoção Social do Grajaú com a exposição de Jacira Roque de Oliveira, homenagens e confraternização. 
Quando: Sábado (30), das 19h às 22h
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O Rolê Extremo Sul
No dia 31 de agosto de 2014, das 9h às 18h, foi realizado um passeio monitorado de ônibus, gratuito, para pontos estratégicos de grande relevância sustentáveis do extremo sul de São Paulo com intervenções artísticas.
Durante o trajeto, em cada ponto de parada, os artistas Wellington Neri (Tim) e Mauro Neri mapearam os locais com grafites e tags, interagindo com os participantes e contando o trabalho que o Imargem desenvolve na cidade.
A atividade, que contou com patrocínio do Estéticas da Periferia, foi aberta ao público, tendo 44 inscrições, mas 30 participações efetivas.
O Rolê fez parte também da programação da Virada Sustentável, que acontece de 28 a 31 de agosto na cidade de São Paulo.
Divulgação –
Produzimos um convite virtual, que foi enviado via redes sociais, imprensa e e-mail.

O Roteiro –
  • 9h30 Ponto de encontro: Casa de Cultura Palhaço Carequinha, Rua Professor Oscar Barreto Filho nº 50.
  • 10h30 às 11h40: Aldeia Indígena Tenondé Porã - Estrada João Lang, s/nº
  • 12h30 às 15h: Visita ao Sítio Boa Nova, que produz agricultura orgânica na APABororé Colônia e serviu almoço aos visitantes – Rua Caio Okamoto (Passagem rápida pelos Parques Naturais de compensação do Rodoanel – caminho normal que iremos fazer sentido balsa Bororé)
  • 16h às 17h: Ilha do Bororé - Igrejinha de São Sebastião 1904, Bar antigo da Dona Nadir e mural produzido pelo Imargem - Av. Paulo Guilguer Reimberg, 14.385
  • 18h – Pagode da 27 (Encerramento) – R. Manuel Guilherme dos Reis, 500
Mídia Espontânea:
O Rolê ganhou destaques em algumas mídias e teve o acompanhamento do Canal Futura, que ainda não veiculou o programa.
Abaixo algumas matérias que citaram a atividade:
Imagens:

Considerações finais
Entendemos a importância da Virada Sustentável na Cidade de São Paulo, tanto na questão ambiental quanto na ocupação do espaço público. Legitimando grupos, coletivos, artistas, culturas e ações da periferia. Importante ressaltar a autonomia dada pela organização para que a programação fosse construída de forma horizontal e participativa.
Tanto as atividades culturais, oficinas, cines, feiras de troca e atividades realizadas durante a programação no extremo sul procurou abranger todas as idades, publicos e parceiros. Fortalecendo cada vez mais o que acontece nas beiradas, tornando ainda mais público nosso trabalho de ocupação e resistência.
A parceria do amigo Alexandre Orion, que trouxe uma intervenção visual para o CEU Navegantes, que deixará marcada a comunidade do Cantinho do Céu.
O rolê foi outro ponto de grande satisfação e vivência participativa da programação, receber o público central, e até de outros estados, para conhecer uma borda diferente do restante da cidade foi extremamente inovador e satisfatório para o coletivo. E a forma como as pessoas, que moram na região e que não conheciam tanto seu território enxergaram a paisagem ficou marcado como algo que deve continuar acontecendo.
E finalmente, o Mutirão Conexões, que fez com que a comunidade da Ilha do Bororé começasse se reapropriar do Espaço da Ecoativa, com a reforma, com as atividades. Se percebendo parte humana que integra o bairro. Esperamos que em breve o espaço tenha seu plano de gestão compartilhado com poder público e sociedade civil.

Imargem

Manifesto por ruas mais humanas e sustentáveis, por uma cidade melhor


O Imargem assinou o Manifesto por ruas mais humanas e sustentáveis, por uma cidade melhor, leia na íntegra!
Abaixo o Manifesto com mais de 30 organizações de ocupações de espaço público em defesa das políticas públicas voltadas para humanização da cidade. O Manifesto foi lido dirante o evento Escola de Parklet, com a presença do prefeito Fernando Haddad , Secretário de Transportes Jilmar Tatto e o Secretário de Desenvolvimento Fernando Melo. Após a leitura o prefeito tornou-se imediatamente signatário e conclamou que todos os governos independentemente de partidos e ideologias deveriam seguir de forma suprapartidaria.
Prefeitura da cidade de São Paulo
Prefeito Sr. Fernando Haddad
Em 2008, a humanidade cruzou um limite histórico: pela primeira vez, mais pessoas passaram a viver em áreas urbanas do que rurais. Nos tornamos seres predominantemente urbanos.
O que milhares de pesquisadores, urbanistas, coletivos, artistas e cidadãos ao redor do globo estão tentando descobrir é: como construir cidades mais humanas e sustentáveis?
Se hoje a vida acontece nas cidades – e não há como impedir seu crescimento –, será possível impedir o seu declínio?
Até a segunda metade do século 20, criaram-se, em volta das cidades, áreas suburbanas com bairros distantes, de baixa densidade, mal servidos de transportes públicos e com fraco desenvolvimento social.
Esse modelo estimulou a demanda por deslocamentos de automóvel. Uma demanda muito superior ao que as cidades poderiam suportar. Aos poucos, as metrópoles foram se transformando em grandes estacionamentos de veículos particulares e as pessoas perderam a conexão com as ruas, o contato humano, encapsuladas em seus carros, respirando um ar de péssima qualidade no trânsito.
Um dos grupos demográficos mais afetados por esse modelo foram as crianças, já que sua consciência cívica, ou a ausência dela, está estritamente vinculada com a experiência temporã do coletivo.
A falência dessa matriz trouxe um novo conceito de desenvolvimento urbano, cada vez mais discutido em todo o mundo: o urbanismo caminhável, que cria outras centralidades e valoriza a curta distância entre moradia, trabalho, educação, saúde e lazer.
Uma organização baseada em alta densidade, com diversos tipos de imóveis ligados por áreas de lazer, bem conectados por sistemas de transportes coletivos e não motorizados. Ou seja: as melhores cidades do mundo são aquelas cujos bairros dependem cada vez menos de transporte individual, com ruas arborizadas e fácil acesso a pé ou de bicicleta para os deslocamentos cotidianos.
Desenvolver esses novos padrões é um desafio de todos: governo, empresas privadas, sociedade civil e universidades. Em São Paulo, chegamos ao ponto de mutação: um limite do qual não é mais possível voltar atrás. Temos de caminhar no sentido de uma cidade pensada para as pessoas, que reorganize seus espaços de modo a torná-los mais agradáveis e habitáveis, para propiciar melhor qualidade de vida.
Mas, para que as pessoas caminhem mais, é preciso não só criar bairros mais atrativos como investir em caminhos seguros, iluminados e com infraestrutura adequada para pedestres e ciclistas. É necessário estimular a população a ocupar ruas e praças e incentivar a formação de mais espaços de convivência, garantindo o cuidado dos espaços verdes e apoiando práticas sustentáveis.
O conhecimento e a apropriação do espaço em que vivemos nos faz desenvolver pontos de referência e sentido de pertencimento. Viver ativamente a cidade
promove uma atitude positiva e de respeito pelo espaço público – um espaço de aprendizagem e convívio para todos. Lutamos por ruas de escala humana, coletiva, criativas e com maiores oportunidades para todos.
Em São Paulo 24 de setembro, assinam este manifesto:

Instituto Mobilidade Verde
Cidades para as Pessoas
Cidade Democrática
Cidade Ativa
Efêmero Concreto
Boa Praça
Sampa pé
Minha Sampa
Café na rua
Bela Rua
A Batata Precisa de Você
Red OCARA
Davis Brody Bond – Arquitetura da convivência
Conexão Urbana
Ocupe & Abrace
Catraca Livre
Virada Sustentável
IMARGEM
Zoom Arquitetura e Urbanismo
Acupuntura Urbana
Rodas de Leitura
Superlimão
H2C Arquitetura
Contain (IT)
Muda
Mobilize
Parkl(IT)
Rios e Ruas
Escola São Paulo
Urbanismo Caminhável
Ciclocidade

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Exposição Imargem no Setembro Verde da Matilha Cultural





Matilha Cultural anuncia programação da 6ª edição do Setembro Verde
Programação gratuita oferecerá mostra de filmes, debates, palestras e exposição que discutem a crise da água em São Paulo

São Paulo, agosto de 2014 – No dia 22 de setembro, segunda-feira, a partir das 19h, a Matilha Cultural dá início à 6ª edição do Setembro Verde, projeto multimídia colaborativo com foco em temas políticos e socioambientais. Com programação gratuita relacionada às artes, cinema, debates e oficinas, a edição deste ano tem como foco a questão da crise da água, trazendo mapas, infográficos, fotos, arte e textos. Questões relacionadas com os parques urbanos e áreas verdes também estarão expostas, além de uma viagem pela Amazônia e práticas sustentáveis na exposição “Expedição Barco Íris” e filmes no Cine Matiha. Na noite da abertura, DJ Nat Jako nas vitrolas com seleção especial para a ocasião, com músicas que remetem à natureza.

A galeria da Matilha será tomada por peças que demonstram como São Paulo é afetada com a crise hídrica. De um lado a arte, questionamento e trabalho doImargem, coletivo com base no Grajaú, no entorno da represa Billings, formado por artistas visuais que organizam intervenções multidisciplinares reunindo arte, meio ambiente e convivência. Do outro lado da galeria, infográficos, mapas, textos, vídeos e fotos feitos em parceria com pesquisadora Marussia Whately/consultora em sustentabilidade e colaboradora do Instituto Socioambiental organização que propõem soluções de forma integrada a questões sociais e ambientais com foco central na defesa de bens e direitos sociais.

Compondo também o conjunto da exposição animação sobre o ciclo da água do site asboasnovas.com, que possui projetos de comunicação com foco na sustentabilidade e boas causas, lambes do coletivo Volume Vivo, projeto de pesquisa audiovisual que pretende mapear as causas e soluções para a crise da água em São Paulo e infográficos e vídeos do Projeto 2000 e Água, reportagem hipermídia com vídeos e infográficos sobre a crise hídrica, elaborada por um grupo de seis alunos de jornalismo da ECA-USP com fotos e depoimentos que dão voz a pessoas que convivem com a água - e a falta dela - de diferentes maneiras. Destaque para o mapa “Rios Invisíveis” criado pelo artista Nik Neves para a publicação Planeta Sustável, que traz rios da cidade que com o crescimento urbano, acabaram canalizados e encobertos por cimento.

Para quem prefere exposição fotográfica, acontece na arena a mostra “Expedição Barco Irís”, do EarthCode Project (www.earthcode.org ), projeto que documenta mais 180 comunidades étnicas alternativas e convencionais na Austrália, Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Amazônia, e conta a história de uma aventura sustentável pela América do Sul. Com fotos e textos de Henny Freitas, jornalista, permacultora e educadora ambiental, a exposição mostrará o processo de Henry na construção de seu próprio barco para desfrutar e descobrir formas de projetos sustentáveis na Amazônia peruana e brasileira. “Além de apreciar a beleza natural da fauna, flora e vida primitiva da Amazônia, a mostra proporciona uma reflexão sobre as conseqüências que o desmatamento amazônico traz para a falta d'àgua em São Paulo.”, antecipa Henny. Além das fotos da expedição, uma novidade deste ano será a instalação de um domo geodésico feito de bambu como um exemplo de construção sustentável e dentro dele exposição do conto de Henny “Pescador de Ilusões”, com desenhos feitos por crianças que participaram das atividades propostas pela Expedição Barco íris, inspiradas pelo conto, que inspira crianças a terem uma postura mais consciente em relação aos recursos naturais.

Outra novidade deste ano fica por conta da Banca Orgânica que será organizada pelo Instituto AUA, que trabalha como facilitador na formação de coletivos de consumo para incentivar a agricultura orgânica familiar. Serão montadas bancadas para a exposição e venda de produtos orgânicos.

No Cine Matilha será possível conferir filmes com temáticas que abrangem o meio ambiente e a sociedade, como o novo filme do diretor brasileiro Silvio Tendler, “O Veneno está na Mesa II”, que proporciona uma reflexão sobre os alimentos que consumimos e que possuem grandes índices de agrotóxicos. Já o “Água”, do diretor Yael Perlov, é um projeto de sete curtas que mostra a relação das pessoas com a água através de diversas histórias. A programação foi feita em parceria com a Mostra Ecofalante de Cinema.

Alguns debates e oficinas complementam a programação, com destaque para Expedição Rios e Ruas pelo centro da capital, debates sobre água com parceiros desta edição Volume Vivo, Rios e Ruas e 2000eágua, além de um bate-papo com biólogo Victor Lucato, que abordará a relação entre a água e áreas verdes, próximas e distantes.

No último ano, cerca de oito mil pessoas compareceram nos espaços da Matilha Cultural para conferir as ações que mostravam a resistência indígena no Brasil e as dinâmicas entre tribos.

Setembro Verde @Matilha CulturalAbertura: 22 de setembro, a partir das 19h
Período expositivo: 22 de setembro a 28 de outubro.
De terça-feira a domingo, das 14h às 22h
Entrada gratuita
É permitida a entrada de animais

MATILHA CULTURAL
Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
Tel.: (11) 3256-2636
Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h
Wi-fi grátis
Cartões: VISA (débito/ crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães
www.matilhacultural.com.br